Aplicativo para faxina leva trabalho a mulheres de Campinas

Um app desenvolvido por alunos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está proporcionando mais oportunidades de trabalho para mulheres da cidade. O aplicativo Pureco, lançado este ano, conecta pessoas que procuram serviço de faxina a mulheres que realizam esse serviço.

O aplicativo começou conectando moradoras do Campo dos Amarais, periferia de Campinas, à população estudantil que vive no distrito de Barão Geraldo.

Aplicativo Pureco conecta trabalhadoras a serviços de limpeza. Foto Divulgação
Aplicativo Pureco conecta trabalhadoras a serviços de limpeza. Foto Divulgação

A ideia para a criação do Pureco surgiu em 2013. Felipe Mourão, estudante de Engenharia Química, percebeu que faltava uma forma de comunicação entre as mulheres que buscam trabalho como faxineira e pessoas que precisavam desse tipo de serviço. Os estudantes, então, desenvolveram o app, cadastraram as trabalhadoras e colocaram o app para download.

Quem procura o serviço por meio do app deve preencher informações como endereço, data e detalhes do trabalho a ser realizado – se é uma faxina normal ou pesada, qual a quantidade de cômodos a serem limpos e se o cliente deseja incluir outros serviços na diária, como lavar e passar roupa. O pagamento deve ser feito no mesmo dia, em dinheiro.

As mulheres que participam do projeto afirmam que o aplicativo já está ajudando elas a aumentarem sua renda mensal.

Estudantes e mulheres participantes do aplicativo Pureco Limpeza. Foto Divulgação
Estudantes e mulheres participantes do aplicativo Pureco Limpeza. Foto Divulgação

Além do cadastro, os estudantes ofereceram às mulheres treinamentos de empreendedorismo social, tecnologia, segurança no trabalho, empoderamento feminino… Entre as lições está como utilizar o aplicativo e também como agir em uma situação de abuso ou assédio moral.

Os primeiros usuários do Pureco foram outros estudantes da Universidade de Campinas, mas o objetivo do projeto é ampliar a abrangência do aplicativo e tornar as trabalhadoras ainda mais independentes, capazes de gerir sozinhas a nova tecnologia.

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