Escola cria processos que estimulam a participação social

Português, matemática, física, geografia, educação física, artes… Essas são algumas das disciplinas que todas as escolas oferecem aos seus alunos e que constam do currículo obrigatório. Porém, para formar cidadãos críticos, algumas instituições vão além e proporcionam processos que estimulam a participação social dos estudantes. Esse é o caso da Escola Móbil, em São Paulo.

Lá, logo no primeiro dia de aula, as crianças e os jovens são questionados com a pergunta “Como vamos conviver?”. Esse é o ponta pé inicial do projeto Conviver Melhor. Nele, grupos de discussão são formados para debater problemas – elaborados pelos próprios estudantes – e que são relacionadas ao cotidiano escolar.

Questões pertinentes ao dia a dia dos alunos entrem em debate nas aulas.
Questões pertinentes ao dia a dia dos alunos entrem em debate nas aulas. Foto: Pixabay.

De acordo com Cleuza Vilas Boas Bourgogne, diretora pedagógica da escola de São Paulo, é deles a responsabilidade de “formar sujeitos que reconheçam a importância da pluralidade de ideias e do comportamento ético e moral em relação ao outro”. Por isso, tudo o que será valorizado ou repudiado no dia a dia vai parar no auditório, para todos entenderem onde os debates sobre participação social chegaram.

Outro projeto envolve a comunicação entre os alunos na era digital. Batizado de Conviver na Web, o projeto tem como objetivo estimular reflexões sobre a coexistência harmoniosa e segura no ambiente online. Auxiliados por professores de diversas disciplinas, os alunos aprendem a filtrar e a avaliar de forma crítica informações disponibilizadas na internet.

Além desses projetos, o colégio possui outros com foco social, como o Cultura em Cena e Vitrine, a partir do qual os alunos fazem apresentações aos seus pares, e o Ensinar e Aprender, que envolve atividades feitas fora da escola, como dança, canto e pintura.

Em comum, todos os projetos têm a intenção de melhorar a capacidade analítica e interacional dos estudantes.