PETA compra ações da Louis Vuitton para acabar com o uso de peles

Uma das mais famosas e atuantes associações internacionais de defesa dos animais, a PETA decidiu que a melhor maneira de mudar a mentalidade do “inimigo” é juntando-se a ele. E com isso adquiriu ações do grupo francês de marcas de luxo Louis Vuitton.

Famosa mundialmente pelas bolsas, a grife terá de conviver com a PETA entre seus acionistas. E o objetivo da associação é claro: em um comunicado oficial, ela explicou que a medida foi feita para pressionar a Louis Vuitton a acabar com a produção de artigos feitos com a pele de animais exóticos, como o crocodilo.

Bolsa produzida com matéria-prima animal
Bolsa produzida com matéria-prima animal

No mesmo comunicado a PETA denunciou fábricas de pele de crocodilo no Vietnã, que seriam fornecedoras da marca. “Sejam protestos nas ruas ou nas assembléias gerais de acionistas, vamos fazer tudo para que a Louis Vuitton deixe de vender malas, braceletes ou sapatos feitos com pele de répteis”, ressaltou Ingrid Newkirk, a presidente da organização.

Imediatamente a assessoria da grife afirmou que não compra pele de crocodilo oriunda do Vietnã desde 2014.

Essa não é a primeira vez que a PETA adquire ativos de empresas com o objetivo de acabar com o uso de peles e maus tratos animais. A organização já possui títulos dos grupos Prada, Hermès e também do parque aquático SeaWorld.