Grafiteiros brasileiros levam arte a refugiados sírios

A guerra civil na Síria, que se arrasta há seis anos, computa números assustadores: mais de 11 milhões de pessoas perderam suas casas e atualmente existem 5 milhões de refugiados espalhados pelo mundo. Porém, é dentro desse cenário aterrador que iniciativas solidárias ganham forma – é o caso do Cosmic Future.

O projeto social, apoiado pelo coletivo nômade de arte contemporânea CONEXUS, é encabeçado pelos grafiteiros brasileiros Rimon Guimarães e Zéh Palito – os Cosmic Boys. A dupla esteve no Líbano, país que recebeu mais de 2 milhões de sírios, incentivando a arte e a educação para os refugiados que ali se encontram.

Refugiado sírio durante ação dos Cosmic Boys no Líbano. Foto divulgação.

Entre as atividades realizadas pelos brasileiros estão a pintura de escolas e abrigos, além da realização de oficinas de arte para jovens e crianças do campo de refugiados da província de Begaa.

Além deles, integram a iniciativa a documentarista francesa Agathe Champsaur e a artista síria Anas Albraehe. De acordo com Sheila Zago, curadora do coletivo, a proposta é oferecer “alívio, perspectiva e habilidades”, tornando a espera dessas pessoas menos dolorosa. E, invariavelmente, dar aos refugiados sírios uma voz para que eles possam expressar o que estão vivendo.

Para colaborar com essa iniciativa e ajudar a transformar o futuro desses adolescentes é possível colaborar com doações pelo site generosity.com.

Atividades do projeto incluem pintura de escolas e abrigos.
Atividades do projeto incluem pintura de escolas e abrigos. Foto divulgação.