Hábitos de consumo alemães são inspiradores

Além de proporcionar passeios distintos, estar em outro país é uma oportunidade de entrar em contato com outra cultura – e, com isso, entender alguns dos costumes do dia a dia de seus moradores. E aprender com eles.

No caso específico da Alemanha, muitos hábitos relacionados ao consumo servem claramente de inspiração para outros países – em especial o Brasil. Para eles, que viveram períodos de grande escassez de recursos, o fato de ter dinheiro para comprar algo não resulta na compra em si.

Em supermercados locais é comum observar pessoas levando dezenas de latas e garrafas pet vazias para trocá-las por centavos em máquinas dispostas nos estabelecimentos.

Nos supermercados, aliás, nenhum caixa jamais vai sugerir a devolução do troco em balas ou doces. Se faltar um centavo que seja, ele será devolvido ao cliente, pois toda moeda tem valor.

Máquina onde alemães trocam latas e garrafas descartáveis por centavos. Foto reprodução.

O uso das ecobags, sacolas que substituem a famosa sacolinha plástica descartável, já está mais que disseminado entre os alemães. Enquanto isso, no Brasil a ideia de cobrar pelos modelos plásticos já existe em algumas cidades, mas está longe de estimular o uso das sacolas de pano.

Outro exemplo de como os alemães lidam com o consumo são as lojas especializadas na venda de alimentos que seriam descartados devido à má aparência ou por estarem próximos à data de vencimento. Normalmente vendidos a granel e sem o uso das embalagens tradicionais, esses produtos muitas vezes têm o preço definido pelo próprio cliente, que paga o quanto acha que vale – mais um estímulo para evitar o desperdício de alimentos.

Exemplo de "sperrmüll", hábito dedicado ao reaproveitamento de bens descartados.
Exemplo de “sperrmüll”, hábito dedicado ao reaproveitamento de bens descartados. Foto reprodução.

Agora, talvez o mais curioso dos hábitos de consumo alemães seja o “sperrmüll”, um evento dedicado ao reaproveitamento de bens descartados por outras pessoas, que normalmente incluem móveis, sofás e colchões.

Em datas definidas, os moradores colocam na rua tudo aquilo que não querem mais, permitindo que outras pessoas possam pegar os objetos e reaproveitá-los. No fim do prazo determinado, aquilo que sobrou é recolhido pela administração municipal e levado aos centros de reciclagem.

Muito o que ensinar… Muito o que aprender…