Lixo eletrônico é recolhido e recuperado

O descarte de lixo eletrônico é um dos grande dilemas de metrópoles, como o Rio de Janeiro.
Com isso em mente, o geógrafo Vitor Saboya resolveu fundar a Zyklos, empresa especializada na coleta e recuperação de materiais eletrônicos, para reciclagem. Somente na cidade do Rio de Janeiro hoje são recolhidas pela Zyklos cerca de 4 toneladas de lixo eletrônico por ano.
Computadores, televisões e videogames são apenas alguns dos produtos que fazem parte desse modelo de negócio. Dentro do galpão, eles têm três possíveis destinos: a reforma seguida do retorno ao mercado com um “preço social”; a reciclagem; e o reúso, onde o material é transformado.
Por mês, o Brasil produz 1,4 milhão de toneladas de lixo eletrônico. Assim, não falta matéria prima para manter o negócio vivo. E o problema é que, como são feitos com derivados do petróleo e minérios, essas peças demoram milhares de anos para se decompor. Daí a importância de iniciativas como a da Zyklos.
Telefones antigos fazem parte do lixo eletrônico recolhido e reaproveitado.
Telefones antigos fazem parte do lixo eletrônico recolhido e reaproveitado. Foto: Pixabay.
De acordo com Saboya, um notebook antigo, quando recondicionado, deixa de ser um produto de R$ 2 mil para custar R$ 200. No caso dos PCs, os valores são ainda mais baixos, permitindo a aquisição de uma máquina antiga por R$ 100 – com garantia, assistência e qualidade, garante ele.
Já no reúso, muitos materiais acabam se tornando produtos diferentes. Esse processo é mais barato que a reciclagem, pois não envolve energia ou logística. Um dos exemplos é o do aparelho celular, que pode virar um porta-recado.
Além dos serviços descritos, a Zyklus recolhe o material para empresas e pessoas físicas pelo valor mínimo de R$ 20. Para isso, é necessário ter um cadastro no site da empresa https://www.zyklus.com.br .
“Para entender porque a gente gera 1,4 milhão de toneladas de lixo eletrônico no Brasil por mês e só recicla 2%, tem que entender um pouco da política e (e da) consciência das pessoas”, afirma Vitor Saboya.