Pertencimento. Essa foi uma das palavras de ordem no encontro organizado pela ONG The Nature Conservancy  e pelo Banco Santander, para marcar o Dia da Amazônia, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. “O que falta é pertencimento. Precisamos criar um modelo de pensamento diferente. É preciso dizer a nossa Amazônia e não a Amazônia”, afimou um dos palestrantes do evento, Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e coordenador do centro de agronegócio da Fundação Getúlio Vargas, além de conselheiro da TNC.

 

Foram mais de 7 horas de evento e, a todo momento, os participantes chamavam a atenção para a importância de toda a sociedade sentir que faz parte do processo de soluções para a Amazônia, promovendo o desenvolvimento econômico e social da região de maneira sustentável. Uma visão compartilhada entre os povos indígenas, empresários, governo e comunidades, gerando um denominador comum entre produzir e preservar.

Nós precisamos montar uma plataforma e será impossível fazer isso sem a participação de todos os brasileiros. Todos somos co-responsáveis pela transformação do Brasil. Não existe alternativa: precisamos do urbano e do rural, irmãos siameses”, disse Roberto Rodrigues.

O fórum “O amanhã da Amazônia é hoje” foi aberto pelo presidente do Grupo Santader no Brasil, Sergio Rial: “O desafio da Amazônia é de cada um de nós… O Brasil precisa buscar um desenho mais participativo da sociedade civil. Me preocupa o distanciamento que temos de questões como a Amazônia”, completou Rial, levantando diversas possibilidades de ação em prol da Amazônia, como a criação de um fundo de incentivo e de um centro de pesquisa e educação. “Seria impossível não reconhecer os avanços que já tivemos, mas temos o dever de fazer mais. Muito mais”, completou.

 

“Só dois por cento dos pesquisadores brasileiros trabalham na Amazônia”, ressaltou o peruano Juan Carlos Castilla Rubio, fundador da  Space Time Ventures, uma incubadora de empresas de tecnologia. Juan Carlos apresentou à platéia o projeto para a criação de um banco amazônico de códigos, com o objetivo de mapear os ativos biológicos da floresta e fazer com que sejam visíveis a todos. Juan Carlos falou como a tecnologia pode melhorar o futuro da humanidade. E quando se fala de falta de dinheiro, ele responde: “O mundo está cheio de recursos, o que faltam são bons projetos. Para uma boa idéia sempre existem recursos.”

 

Um dos momentos mais marcantes do evento foi quando o diretor executivo da TNC Antonio Werneck pediu que cada palestrante pensasse em um pedido se aparecesse de repente para eles um gênio da lâmpada:

“Eu queria que o gênio bolasse um mecanismo para engajar os jovens, porque o mundo é deles. O que inspira a juventude é o propósito, não o lucro”, disse Juan Carlos Castilla.

“O que eu quero? Eu quero um candidato em 2018 em que a gente possa votar tranquilo, um líder que tenha essa visão de entendimento, de compreensão, de equilíbrio e de bom senso. Nós precisamos de um novo líder no Brasil. E tomara que seja um líder jovem”, finalizou Rodrigues.

Que assim seja. E que o líder queira pertencer…

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