Piscinas biológicas: sai o cloro e entram as plantas

Dispensando o uso de produtos químicos, as piscinas biológicas surgiram como alternativa ecológica para quem quer aproveitar um dia de calor o mais próximo possível de como se fazia décadas atrás – em rios e em lagos naturais.

Para abandonar de vez os agentes químicos e o cloro, e ainda assim eliminar as bactérias e os fungos das piscinas, é preciso instalar um sistema de filtragem que utilize micro-organismos e plantas. Porém, é necessário ter em mente que será necessário abdicar de uma parte da piscina.

Isso acontece porque as piscinas biológicas são necessariamente divididas: uma área fica dedicada à natação e outra às plantas. Essa separação é importante tanto para o banhista quanto para a contenção de insetos e girinos.

Exemplo de piscina biológica: serviço de limpeza executado por plantas.
Exemplo de piscina biológica: serviço de limpeza executado por plantas. Foto de divulgação.

Mas como isso funciona? A explicação é bem simples. Através da fotossíntese, as plantas produzem a biomassa que será consumida por micro-organismos – que acabarão transformando a matéria orgânica em substâncias como dióxido de carbono, sais minerais e outros elementos, formando um ciclo de trocas de matéria e energia.

Para que isso dê certo são utilizadas plantas criadas em viveiros por empresas especializadas – somente espécies que purificam a água sempre que liberam oxigênio. Além disso, o custo de instalação e planejamento acaba sendo maior do que o de uma piscina tradicional.

Porém, a longo prazo, o valor gasto para mantê-la é menor – e o ambiente ficará saudável e livre de químicos.

Plantas responsáveis pela manutenção das piscinas biológicas.
Plantas responsáveis pela manutenção das piscinas biológicas. Foto de divulgação.