Repensando o papel de vilã da embalagem

Caixas de papelão. Cartelas plásticas. Garrafas de vidro. Tida como grande vilã dos discursos de sustentabilidade, a embalagem não é, na verdade, de todo o mal. O grande problema está na fabricação e no uso de embalagens ineficientes.

Por exemplo, atribui-se ao mal emprego das embalagens o excesso de resíduos orgânicos nos lixões – o que não deixa de ser verdade. Pois quando um alimento é armazenado de forma precária, seja na mão dos produtores, distribuidores ou no próprio comércio, sua vida útil diminui absurdamente, aumentando o desperdício e os gastos.

Quando penduradas, frutas como a banana duram mais tempo nos mercados.
Quando penduradas, frutas como a banana duram mais tempo nos mercados. Foto: Pixabay.

Isso significa que uma embalagem eficiente representa um melhor aproveitamento dos recursos naturais, pois ela contribui para que muitos produtos não sofram avarias antes do seu destino final, diminuindo o desperdício de setores importantes, como o hortifrutigranjeiro. Pense quantas vezes você já não viu alimentos bons, maduros, porém amassados nas prateleiras dos mercados.

Analisando por esse prisma, cabe ao consumidor final renegar a embalagem que só serve ao comodismo, que é o caso das frutas já descascadas envoltas em plástico ou de difícil reciclagem, ou das caixas de leite, que misturam materiais como plásticos, papéis, metais e isopor. Antes de atacar a embalagem, é preciso refletir sobre sua utilidade e, no caso de uso, descartá-la em postos de reciclagem.