A revolução do altruísmo

O ser humano é mais altruísta do que egoísta. Parece que há um erro na frase? Não.

O documentário francês “A Revolução do Altruísmo”, disponível no Netflix, mostra uma série de pesquisas feitas por psicólogos, neurocientistas, economistas, biólogos … que mostram que, apesar de parecer exatamente o contrário, cooperação e altruísmo estão em nossa essência. E mais do que isso: podemos trabalhar nossas mentes para sermos ainda mais generosos com os outros e, consequentemente, com nós mesmos.

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foto: internet

Sinônimo de filantropia e solidariedade, altruísmo é agir desinteressadamente pelo bem dos outros, sem se importar com nosso próprio bem.

O documentário de uma hora e meia de duração, assinado por Sylvie Gilman e Thierry de Lestrade, começa com o impactante depoimento do americano Sam Polk. Ex-corretor da bolsa de valores de NY, deixou a vida de “Lobo de Wall Street” para se dedicar a uma organização sem fins lucrativos em Los Angeles. Polk abre o filme dizendo que tinha 30 anos quando recebeu um bônus de 3,6 milhões de dólares e que ficou irritado porque não tinha sido como o esperado … e que depois de 8 anos vivendo uma vida de poder, dinheiro e vício, decidiu deixar de lado o egoísmo em que estava mergulhado para se dedicar aos pobres.

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O documentário mostra uma série de pesquisas científicas, como a do neurocientista americano Richard Davidson, considerado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, em 2006.

Davidson realizou uma importante pesquisa sobre os impactos da meditação na plasticidade cerebral e na felicidade pessoal. Entre os voluntários estudados por ele está o monge budista Matthieu Ricard, ganhador do título de homem mais feliz do mundo e autor do livro homônimo ao documentário.

O cérebro de Ricard é um dos mais estudados do mundo. Ele deixou a carreira de biólogo molecular para se tornar um monge budista e hoje viaja pelo mundo dando palestras sobre altruísmo, tentando mostrar que o treinamento mental pode aumentar nosso comportamento solidário e ser benéfico para a sociedade.

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“Ser excessivamente egoísta é uma situação na qual todos perdem, todos sofrem. Abrir a mente, expandir a bondade leva a que todos ganhem”, diz o monge Ricard no documentário.

Fica a dica. Entre uma maratona de série e outra, “A Revolução do Altruísmo” é garantia de boas surpresas.