Reaproveitamento de tecidos é foco de loja inovadora

Quem já teve o prazer de conviver no ambiente da costura, seja com aquela tia com sua máquina
antiga ou mesmo com um alfaiate profissional, sabe que é difícil evitar a sobra de tecido – que
acaba, cedo ou tarde, indo parar na lata do lixo. Mas será que o reaproveitamento dos retalhos é impossível?

Pensando nas probabilidades que esse excesso de matéria-prima pode representar no mundo da moda,
a figurinista e cenógrafa Lu Bueno criou o Banco de Tecido. A loja, cujo foco é o reaproveitamento
de materiais de boa qualidade usados, surgiu pela própria experiência da dona, que sempre teve o
hábito de guardar os panos que usava em seus 25 anos de carreira.

Ao iniciar processos de trocas com colegas de serviço, ela notou que havia um filão a ser
explorado e resolveu investir nessa ideia. Ciente de que a experiência profissional não bastaria
para empreender, a cenógrafa, que tem no currículo trabalhos com grupos como Parlapatões e com os
diretores Gerald Thomas e Antunes Filho, fez um curso no Sebrae.

Prateleiras com os produtos do Banco de Tecidos: reaproveitamento de materiais
Prateleiras com os produtos reaproveitados do Banco de Tecidos. Foto reprodução.

Depois disso, ela montou o espaço de reaproveitamento de tecidos dentro de seu próprio estúdio,
localizado na Vila Leopoldina, em São Paulo. Lá, sobras ficam expostas em prateleiras e caixas
plásticas a espera de novos interessados, que podem adquirir os panos usados ao custo de 35 reais
o quilo – seja seda pura ou o mais simples algodão.

O acervo, que conta com materiais diferentes e antigos, é procurado por clientes que vão de
jovens estilistas em busca de novidades até costureiras tradicionais atrás de tecidos
específicos. E todos, além de comprar, podem doar peças para o reaproveitamento – inclusive
usando-as como moeda de troca.

Com a ideia de expandir o negócio, Lu criou um selo batizado de “Tecido de reúso para uso”, cujo
objetivo é conscientizar os envolvidos no mundo da moda sobre a importância da reutilização.

Mais informações no site www.bancodetecido.com.br

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