O que a Economia Azul tem que a Verde não tem

A primeira vez que se falou em economia verde foi há 24 anos, durante a Eco-92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio-Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro. Desde então, a sustentabilidade passou a fazer parte da agenda global. O objetivo era acabar com o uso indiscriminado dos recursos naturais, para salvar o planeta e a humanidade. Mas os anos se passaram e, na prática, não se conseguiu equacionar, como esperado, a redução dos impactos ambientais com o desenvolvimento econômico e a erradicação da pobreza. Como reduzir o aquecimento global, por exemplo, e ao mesmo tempo gerar empregos? Perguntas como esta ficaram no ar e o discurso em defesa do meio-ambiente acabou esvaziado e, pior, aquele que abraçou a causa virou sinônimo de eco-chato.

Vinte anos depois, na  Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, surgiu o conceito da Economia Azul,  criado por Gunter Pauli, o fundador da Zeri (Zero Emission Research and Initiatives) http://www.zeri.org e que de “eco-chato” não tem nada.

O ecossistema funciona com o que tem à sua disposição e depende, antes de tudo, das leis da física. Devemos criar uma economia baseada nesses princípios.

De lá para cá, Gunter Pauli tem defendido a ideia de que a economia verde, apesar de eficiente em alguns aspectos, não é suficiente para solucionar os desafios do planeta.

Estamos pedindo aos consumidores para pagar mais, aos investidores para injetarem mais recursos, sendo que as taxas de retorno são mais baixas. Isso pode funcionar para uma pequena parte da população mundial, onde a economia está indo bem. Mas estamos enfrentando uma crise econômica, com altas taxas de desemprego em todos os lugares.

O conceito da Economia Azul é baseado na ideia de que as soluções para os desafios da humanidade estão nos sistemas naturais.

Basta examinar a natureza melhor. Se imitarmos as soluções do meio ambiente, vamos atingir sustentabilidade.

Para fazer valer a exploração da natureza, Gunter Pauli propõe um investimento maior nos produtores locais e no aproveitamento dos recursos naturais, buscando a transformação e a eliminação dos dejetos, de forma a fechar um ciclo auto-sustentável. Um exemplo é o aproveitamento do café.  Dos materiais descartados pode se cultivar cogumelos de grande qualidade nutricional. Desta forma, os produtores de café podem quadruplicar o lucro com o material que iria para o lixo.

fonte: internet

Para entender um pouco mais sobre a Economia Azul, dá uma olhada no vídeo ilustrativo abaixo. Ah, e por que azul? Porque é a cor do mar, do planeta.