Um coletivo para colorir o cinza de São Paulo

Criado no início de 2014 pela união de artistas, artesãs, arquitetos e cineastas, o Coletivo Agulha surgiu com uma missão clara: realizar intervenções na cidade de São Paulo usando como ferramentas o crochê e o tricô.
A ideia é substituir o cinza típico de diversas áreas degradadas e esquecidas da capital paulista por cores mais vibrantes, oferecendo aos cidadãos a experiência de viver em um espaço mais generoso e prazeroso.
Exemplo de trabalhos em crochê e o tricô realizado pelo Coletivo Agulha. Foto divulgação.
Tudo começou no Largo da Batata, na época recém-reformado e cujo espaço, dominado pelo cinza do asfalto e concreto, carecia de atenção. Inspirados por grupos que atendem a região, o Coletivo Agulha realizou uma intervenção, transformando uma área notoriamente feia com belos arranjos coloridos.
Depois disso, o grupo já realizou outras intervenções no Parque Buenos Aires, onde semanalmente seus integrantes se reúnem para crochetar – deixando um convite aberto para qualquer um que queria participar nas redes sociais em que atua  (Instagram e Facebook).
Aberto a qualquer um que queira participar, o Coletivo Agulha também participa de ações focadas no ensino de crochet para os refugiados, que incluem alunas da Nigéria, Paquistão e Haiti, além de projetos em associações, como a Ocupação Creche Aberta, na USP.
Intervenção do Coletivo Agulha em árvore da capital paulista.
Intervenção do Coletivo Agulha em árvore da capital paulista. Foto divulgação.